Candidato a deputado federal pelo Podemos em Mato Grosso, Neri Geller tenta retornar à Câmara dos Deputados depois de construir parte importante de sua trajetória política dentro dos governos do PT. Ele foi ministro da Agricultura na gestão de Dilma Rousseff, participou da aproximação de Luiz Inácio Lula da Silva com o agronegócio na eleição de 2022 e voltou ao governo federal como secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.
A passagem mais recente por Brasília, porém, terminou em meio à crise provocada pelo leilão para importação de arroz realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em junho de 2024. O certame foi cancelado pelo governo depois de questionamentos sobre as empresas vencedoras e as relações de pessoas envolvidas na operação com antigos integrantes da equipe de Geller.
Neri ocupou o Ministério da Agricultura durante o governo Dilma entre março e dezembro de 2014. Antes disso, já havia comandado a Secretaria de Política Agrícola da pasta. A própria Câmara dos Deputados registra ainda três passagens dele pela Casa, além dos cargos ocupados no Ministério da Agricultura.
Anos depois, Neri voltou a se aproximar diretamente do PT. Durante a campanha presidencial de 2022, participou da articulação de Lula com representantes do agronegócio e, já no novo governo, retornou ao Ministério da Agricultura comandado pelo também mato-grossense Carlos Fávaro.
A volta ocorreu em dezembro de 2023, quando Geller assumiu novamente a Secretaria de Política Agrícola. Cerca de seis meses depois, entretanto, deixou o posto durante a repercussão do leilão de arroz da Conab. O próprio histórico levantado sobre o ex-ministro registra que o leilão foi anulado em 11 de junho de 2024 e a exoneração publicada no dia seguinte. PF, CGU e a corregedoria da Conab abriram apurações sobre o episódio.
Os questionamentos cresceram depois que vieram a público informações sobre empresas vencedoras sem histórico relevante no comércio de cereais e sobre vínculos de pessoas ligadas ao leilão com Neri e familiares. Entre elas estava Robson Almeida de França, ex-assessor parlamentar de Geller e sócio de seu filho, Marcello Geller, em outros negócios. França era proprietário da Foco Corretora de Grãos, apontada em reportagens como uma das principais corretoras envolvidas no certame.
Outro personagem citado foi Thiago dos Santos, então diretor de Abastecimento da Conab e cuja indicação ao cargo foi atribuída a Neri. A crise chegou ao Congresso. Um requerimento apresentado na Comissão de Agricultura da Câmara pediu a convocação de Carlos Fávaro especificamente para explicar as supostas irregularidades no leilão, sua anulação e a exoneração de Geller.
Neri deixou Mapa após ser suspeito de esquema em leilão de arroz
Prefeitura e Câmara levaram à concessionária reclamações de moradores, principalmente da zona rural.
Evento acontece a partir das 18h30, na Praça do Rotary, com música, poesia, teatro, dança, exposição artística e artesanato do CAPS.
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